Brincando de morrer
Enviado em 1 de Setembro de 2008
Publicado por srizzo | Enviar por e-mail
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Lidar com perdas nunca é fácil, ainda mais com um adeus tão doloroso quanto o de um filho. Em “Esconde-Esconde”, o adeus definitivo é por causa da morte e a gente a encara por meio da fotografia da mãe sorrindo para o filho. Um sorriso… Eles se dão tão bem! Até brincam de esconde-esconde.
Uma foto no retrato e vem à tona todo conceito da fotografia em diálogo com a morte.
Coisa de Roland Barthes e da opção, provavelmente, do diretor e/ou diretor de fotografia, em deixar vários planos fixos e com coloração nostálgica: a completa ausência de cor e o absoluto colorido. É a opção pelo preto-e-branco em baixo contraste que acentua a completa ausência do filho e absoluta vontade de que não seja verdade essa definitiva separação.
Com os olhos que permitem compreender, o espectador no final aprecia este filme sob ponto de vista de uma câmera de segurança, um olhar alheio à vida e à morte.
“Esconde-Esconde” foi escrito e dirigido por Álvaro Furloni. O roteiro foi contemplado pelo Projeto Sal Grosso, no qual alguns alunos de universidades de cinema assumiram a filmagem em bitola 16mm. (Camila Alves)
“Esconde-Esconde” foi exibido na Mostra Brasil 8.