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	<title>Comentários em: Movimentar e não cair: dois filmes, dois planos-sequências</title>
	<link>http://blog.kinoforum.org.br/2007/08/31/movimentar-e-nao-cair-dois-filmes-dois-planos-sequencias/</link>
	<description>Oficina de crítica do 19º Festival Internacional de Curtas-metragens de SP</description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 18:56:12 +0000</pubDate>
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		<title>por: Alexandre Nakahara</title>
		<link>http://blog.kinoforum.org.br/2007/08/31/movimentar-e-nao-cair-dois-filmes-dois-planos-sequencias/#comment-2356</link>
		<pubDate>Sat, 01 Sep 2007 06:12:26 +0000</pubDate>
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					<description>Também gostei muito desse plano-sequencia de "Vida Maria", mas acho ele perigoso demais. Sempre que vejo essa ciclicidade da vida no sertão nordestino nas telas do cinema, fico desconfiado. Meu principal medo é desse recurso acabar ludibriando, ou melhor, perder a crítica e ganhar uma tecnicidade e beleza que não leva à reflexão. Talvez minha visão de nordeste, de classe média paulistana, seja limitada demais, mas sempre que vejo essa mesma idéia retratada de novo, fico desconfiado. Não é possível que a vida seja tão hermética. Quando a forma do filme parece contribuir com tudo isso, tenho a certeza de que não é necessário mais dizer que o que acontece no nordeste, acontece faz muito tempo, é preciso apontar para lugares novos, se não novos, pelo menos que tiveram menos atenção nas telas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Também gostei muito desse plano-sequencia de &#8220;Vida Maria&#8221;, mas acho ele perigoso demais. Sempre que vejo essa ciclicidade da vida no sertão nordestino nas telas do cinema, fico desconfiado. Meu principal medo é desse recurso acabar ludibriando, ou melhor, perder a crítica e ganhar uma tecnicidade e beleza que não leva à reflexão. Talvez minha visão de nordeste, de classe média paulistana, seja limitada demais, mas sempre que vejo essa mesma idéia retratada de novo, fico desconfiado. Não é possível que a vida seja tão hermética. Quando a forma do filme parece contribuir com tudo isso, tenho a certeza de que não é necessário mais dizer que o que acontece no nordeste, acontece faz muito tempo, é preciso apontar para lugares novos, se não novos, pelo menos que tiveram menos atenção nas telas.
</p>
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