Cinema em Curso no seu curso A bendita maldita

Sinuca de bico

30 de Agosto de 2007 às 22:58 srizzo  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 2271

Um homem simples, pobre, que sobrevive de subempregos, mas encontra sentido na vida pelo amor que tem ao cinema. Seus projetores são improvisados com material de lixo até que consegue adquirir um de 16mm. O romantismo, a criatividade e persistência fazem com que ele obtenha as películas e as exiba a preços populares à sociedade carente que o circunda, e da qual faz parte: sua comunidade. Essa é a história do pernambucano Zé Sozinho, abordada com sensibilidade e leveza por Adriano Lima em seu curta-metragem documental “Cine Zé Sozinho”.

Algo deve ser dito: depois do prestígio nacional e internacional do curta-metragem documental “Zagati”, dirigido por Nereu Cerdeira e Edu Felistoque em 2002, ficou difícil abordar esse tema de forma original. “Zagati” imortalizou esse mesmo drama através da sua linguagem poética, que sobrepõe momentos realistas e crus com outros líricos e fantasiosos; imagens pictóricas e trilha sonora instrumental criam o tom dramático da obra. Se Adriano Lima conseguiu originalidade no desafio de contar uma história semelhante à de “Zagati”? Creio que não. Mas conseguiu, certamente, realizar um filme bonito, sensível, bem-humorado e nostálgico, de homenagem ao cinema e à personagem de Zé Sozinho.

“Cine Zé Sozinho” possui uma estrutura documental comum: pontuada por depoimentos do protagonista e de seus conhecidos, e inserções de cartazes e imagens de filmes clássicos já projetados por Zé Sozinho em sua comunidade. Essas inserções emocionam o público que revê cenas de “Tarzan”, de chanchadas com Oscarito e Grande Otelo, westerns, Vicente Celestino em “O Ébrio”, assim como cartazes de filmes da Vera Cruz e do Mazzaropi, por exemplo.

Como elemento positivo em qualquer documentário, a personagem é interessante, espontânea, curiosa. Zé Sozinho, hoje com seus 70 anos mais ou menos, diz em determinado momento que sempre se achou parecido com o astro de Hollywood dos anos 50 – Burt Lancaster. O público cai na gargalhada. Enfim, ainda que tenha recorrido a elementos triviais de construção do discurso documental, Adriano Lima realizou um filme sincero que conseguiu tocar o seu público. (Anahí Borges)

“Cine Zé Sozinho” está no Panorama Brasil 6.

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3 Comentários Faça seu próprio

  • 1. Alvaro Boccado  |  31 de Agosto de 2007 às 13:36

    O filme é otimo e esta crítica é muito chata. Anahí vc não entende nada de cinema. Sua linguagem é pseudo inetelectual, mas falta base humana e crítica. O crítico não precisa falar difícil. Voc~e como crítica é péssima e como cineasta deve ser terrivelmente nula!
    As melhores críticas v~em com o coração e não com a cabeça.
    lamentável sua crítica e parabéns pelo Cine Zé Sozinho Adriano.

  • 2. Mauro Rodrigues  |  1 de Setembro de 2007 às 19:42

    Engraçado: assim que li a sinopse de “Cine Zé Sozinho” no guia do festival identifiquei a sua semelhança temática com “Zagati” (este, aliás, é um dos meus curtas favoritos). Fiquei, então, curioso em saber como o diretor abordaria o tema sem repetir a fórmula daquele filme. E de fato, Anahí, você pontuou muito bem as características do curta: embora seja um documentário “comum”, ou seja, de entrevistas e depoimentos (que o difere bastante de “Zagati”), ele é agradável e despretensioso. A cena que você cita como exemplo do carisma do personagem, a que ele diz se achar parecido com Lancaster, é excelente, engraçada, um dos melhores momentos do filme. Gostei do que vi na tela. E gostei bastante da sua análise sobre o filme. Saí da sessão com algumas impressões que se tornaram mais claras depois que li sua crítica. Parabéns (e obrigado)!

  • 3. Calixtre  |  3 de Setembro de 2007 às 00:42

    Alvaro, não entendi o tom pesado de sua “crítica” da crítica. Logo você que aponta como defeito em Anahí uma falta de “base humana”… Quanta falta de generosidade sua.. fico impressionado. Me pergunto para o que tem servido a sua “base humana”.

    Também não entendi quanto ao pseudo intelectual e ao falar difícil que você apontou na crítica. Nem vou entrar no mérito de sugerir mais leitura a você. ops, desculpa.

    E para terminar, o que é escrever com o coração? Ser moralista e mal educado?

    observe: “Anahí vc não entende nada de cinema. Sua linguagem é pseudo inetelectual, ..”

    “Voc~e como crítica é péssima e como cineasta deve ser terrivelmente nula!”

    “lamentável sua crítica ”

    Não é com esse ressentimento que você fará também uma crítica.

    Um abraço forçado.

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