A bendita maldita
30 de Agosto de 2007 às 23:05 srizzo | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 1988
O rádio, desde os tempos da guerrilha guevarista, tem servido muito mais como instrumento de subversão do que de alienação e passividade. Se usado com sabedoria, ousadia e criatividade, pode causar grande barulho e realmente abalar as estruturas do convencional.
Foram esses ingredientes que deram à rádio Fluminense FM a importância histórica para toda uma geração que tinha no rock’n roll a válvula de escape de sua revolta e de seus sonhos.
“A Maldita”, documentário de Tetê Matos, através de entrevistas e documentos da época conta a história dessa fantástica rádio que acreditou no sonho dessa geração. Pode-se dizer que a Fluminense FM foi quem impulsionou, é claro que não sozinha, o rock’n roll dos anos 80, que tantas jóias raras nos deu. Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Titãs e Plebe Rude tiveram suas primeiras “demo tapes” tocadas na rádio.
Não bastasse esse mérito, a Fluminense FM foi também instrumento de mobilização e orgulho entre os moradores de Niterói, que se sentiram tão parte daquilo que tomaram dos donos e fundadores o controle sobre o seu funcionamento. Esse poder de mobilização que tem o rádio foi também retratado no cinema em “Uma Onda no Ar”, de Helvécio Ratton, que conta a história da rádio Favela de Belo Horizonte.
A Fluminense FM sobreviveu 12 anos e com certeza deve ter muitos casos pra contar. Fica no espectador que viveu essa época um gostinho nostálgico de quero mais. (Rômulo Paulino)
“A Maldita” está no Panorama Brasil 6.
Publicação arquivada em: Artigos: Panorama Brasil
Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 1989
Deixe um Comentário
Linkar esta publicação | Assine os comentários via o RSS