“Icarus” possui uma estética própria. São figuras aparentemente rudes e desengonçadas que se tornam delicadas e comoventes. Não há falas. Olhos e bocas criam feições capazes de representar qualquer expressão ou sentimento. Gianfrancesco Guarnieri, a quem o filme é dedicado, é o narrador. Sua voz nos conta a história ao mesmo tempo que nos acolhe.
Solidão, desamparo e alegria são temas retratados pelo curta. A dor perante a morte e necessidades de conforto. O terror em sonhos e a realidade dentro do quarto do garoto. O filme encontra nos brinquedos de Icarus maneiras sutis de representar todos esses sentimentos e ações.
Segundo a sinopse, “uma história de amor que tudo vence, que tudo constrói, até pontes que não existem mais”. O quarto de Icarus já não é o limite. Nem o céu. (Gustavo Forti Leitão)
“Icarus” está no Panorama Brasil 1.
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