“Amsterdam” é, segundo o próprio diretor definiu no debate após o filme, uma “tentativa de retratar um gueto paulista”. Bom, percebe-se que se trata de uma tentativa frustrada. Aliás, o filme não passa de um retrato. Nada mais. Os diálogos são pobres, a interpretação dos atores deixa a desejar e o tema é totalmente irrelevante.
Um romance adolescente sobre um dois freqüentadores da Galeria do Rock, refúgio de apaixonados por música e cultura underground. O garoto (Cabeça) está começando a fazer tatuagens. Sua namorada (Deyse) apóia e incentiva seu trabalho, mas todos acham que ele não tem talento para a coisa.
O filme não propõe crítica ou reflexão. Não aprofunda nenhum tema. Os diálogos são vazios, rotineiros, retratam um micro-universo de pessoas com gostos em comum, nada mais.
Um filme feito por um diretor apaixonado por esse universo presente na galeria, mas que não conseguiu distanciamento suficiente para poder falar sobre o tema. (Bruno Logatto)
“Amsterdam” está na mostra Panorama Brasil 8
O Bruno cri-tica
Nati
31 Ago 2006