Confesso que fui à sessão e nem ao menos sabia que passaria um filme de Ava Gaitán Rocha, filha de Glauber. Aos poucos fui conversando com algumas pessoas e percebi que a grande atração do programa era justamente seu filme “Dramática”. Mesmo com uma hora de atraso na projeção devido a alguns problemas técnicos, a grande maioria do público permaneceu na sala.
Antes de ver o filme, fiquei me perguntando por que tanta expectativa em cima dela. A crítica espera que a genialidade de Glauber seja hereditária, ou está rondando, à espera de um deslize?
Entrei despretensiosamente e saí maravilhado com o trabalho de Ava. O filme é redondo, bem acabado, sem arestas a serem aparadas. A fotografia é precisa e muda delicadamente do início para o final.
A personagem passa da apatia gélida e bem-comportada ao transe, à entrega, ao tesão. O filme toma crescente constante. O tom profético de um senhor gritando no meio de uma praça ao som de um forte batuque, o close no rosto da personagem e sua libertação dão ao filme seu ápice. A montagem dá o tom do filme! Erik Rocha também acertou em cheio!
Tentei falar com Ava após a sessão. Pena que ela já tinha ido embora… Quem sabe ainda não consigo uma entrevista dela para o blog? (Bruno Logatto)
“Dramática” está no programa Panorama Brasil 3
Oi Bruno, achei muito bonita sua critica. Obrigada. Entre em contato comigo se quiser. avapatryayndiayracema@hotmail.com
um abraço
Ava
08 Set 2006